Histórico



O projeto: Pelo Futuro dos Nossos Filhos
Registrado oficialmente em 2010

Objetivos principais:
  • Reduzir impactos naturais
  • Expandir conhecimento
Características:
  • Inclusão social
  • Gerar emprego/renda
  • Reuso de água na lavagem das embalagens
A Técnica de entrelaçamento:
  • Existe há anos em outros países como, Canada, EUA, México, Alemanha e outros que valorizam o meio ambiente.
  • Existe no Brasil a empresa Terra Cycle, trabalha com coleta de diversos recicláveis, mas não apresenta um estoque dos produtos que cria.
Diferencial do projeto P.F.F.:
  • Não utilizar sobra industrial como matéria prima 
  • Coleta da matéria prima é feita através do consumidor final 
  • Integrar o retalho de pano como acabamento nas peças
  • Utilizar ferramentas de uso manual evitando uso de energia
Subsídios:
  • Não é custeado pelo governo
  • Parceria com empresa estrangeira na divulgação do projeto, atuando na mídia virtual
Início:

Quando ocorreu o desastre no Haiti, fiquei pasma em ver tanta desgraça em tão pouco tempo, os noticiários informavam grande número de mortos, a destruição foi grande, informavam também que a natureza estava vomitando o que não conseguiu digerir.
Fiquei um bom tempo pensando em tudo aquilo e principalmente em relação aos acontecimentos ligados a natureza, então resolvi pesquisar mais sobre as causas, os problemas que prejudicavam a natureza, começando em minha casa, olhei para o meu lixo, e me perguntei para onde levar?  E depois da coleta, teria um destino final correto? Eu eu não queria simplesmente me livrar do lixo, eu queria realmente saber para onde ele iria. Nesse momento percebi que havia adotado a natureza como um integrante da minha família, meu comportamento realmente mudou muito.
Sabendo por reportagens que existia o programa de coleta seletiva da Prefeitura de São Paulo, busquei me enquadrar nesse sistema, mas não deu certo, compreendia que isso não era interesse dos governantes, eu então queria saber porque esse sistema não funcionava. Essa caminhada foi longa, estendeu-se até órgãos públicos, enfim não dá para falar de tudo, mas dá para resumir em algumas palavras, (órgãos públicos em geral, inclusive justiça, trabalham para gerenciar seus interesses particulares, só fazem algo pela sociedade se houve grandes catástrofes). Contudo segue relato de como ocorreu algumas visitas ao sistema, programa de coleta seletiva subsidiado por nós:

Ao realizar visitas em diversos pontos de coleta seletiva, como cooperativas de reciclagem, sucateiros, obtive o conhecimento dos principais materiais recicláveis que não haviam comercialização, contudo havia um desejo de fazer algo e não simplesmente ver os ocorridos e não fazer nada, ou seja, agir de modo como se eu não tivesse nada haver com esta história de meio ambiente não estava nos meus planos.
Depois de ter a relação do materiais rejeitados pelo sistema de coleta seletiva, parti para a pesquisa do destino final de cada material.
A lista dos rejeitados era composta por: embalagens de salgadinho (plastico metalizado), tubos de pasta de dente, cartelas de remédio e isopor, esses materiais faziam parte do meu lixo.
Notando que em alguns pontos (cooperativas), havia coleta de isopor, outros não, o tubo da pasta de dente também, alguns comercializavam outros não, enfim uma descentralização de conhecimento, quando na verdade, todo esse conhecimento de comercialização de recicláveis, deveria estar centralizado em apenas um ponto, onde todos tivessem acesso aos compradores de recicláveis e por fim ninguém ficaria sem comercializar os recicláveis coletados, dessa forma o que foi coletado não iria mais o lixo. Minha opção em reutilizar o plastico metalizado foi por ele ser em maior número nas cooperativas e sucateiros, ou seja é um material muito utilizados por muitas empresas, isso porque ele gera um custo menor para as mesmas, imagina um estabelecimento comercial que não tenha este material a veda, em contra partida estas empresas não estão se preocupando com destino final, simplesmente querem custo baixo a qualquer preço, não levam em consideração os impactos ambientais deste baixo custo que eles adotaram, o que querem mesmo é obter maior lucros.
Minha pesquisa local contemplou os retalhos de pano, visitando o bairro do Bom Retiro, constatei que não havia coleta deste material na cidade de São Paulo, então quando se vê noticiários, informando que os bueiros daquele local (Bom Retiro) estão entupidos, entende-se que a grande causa é o descarte destes retalhos em locais que não deveriam ser descartados.
O que foi coletado e feito até o momento pelo projeto Pelo Futuro dos Nossos Filhos: efetivou coleta de aproximadamente 4.000 (quatro mil embalagens plasticas metalizadas), cujo material deixou de ir para o lixo de 2 escolas, 5 empresas. As embalagens transformadas em 84 peças correspondem efetivamente em 2846 embalagens de café e 827 embalagens de salgadinhos, as demais embalagens restantes, estão a espera de montagem de novas peças.
O Projeto P.F.F., resultou em alguns canais virtuais, sendo o principal hospedado no site, You Tube, obtendo a visualização mais de 690 visualizações e 705 inscritos:Canal: beatriznunes2004, neste blog constam diversos passo a passo, onde cada visitante tem a oportunidade de aprender e fazer as peças no menu COMO FAZER.
A resultante desde projeto é a criação de grupos que surgem com o objetivo de implantar as praticas do projeto na vida real, como trabalhos escolares, pessoas que querem fazer algo diferente artesanalmente e cooperativas que surgem por parte de pequenos grupos sociais.
O Projeto P.F.F., também contemplou os materiais recicláveis de embalagens de arroz e retalhos de pano, onde não existe mais a coleta devido ao foco que tive que aplicar, pois o trabalho é muito amplo, contudo não existe capital suficiente para ampliar o foco das praticas de reaproveitamento dos recicláveis que desejo, pois a necessidade é ampla em relação ao pouco se faz. [...]